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Um problema que não vai querer prolongar nem mais um dia

20/11/2015
Artigos
 Um problema que não vai querer prolongar nem mais um dia

 

A perda auditiva tem maior influência do que se pode imaginar. Uma palavra perdida em conversa pode facilmente transformar-se numa situação prejudicial para o seu trabalho ou mesmo a para a sua vida pessoal

 

Pedro Paiva 

Audiologista na empresa MiniSom

A audição é um dos sentidos mais importantes para a vida humana, uma vez que é fundamental, não só para a comunicação, mas para um vasto conjunto de tarefas que realizamos todos os dias. A perda de audição tem implicações profundas na vida das pessoas, tanto a nível social como emocional e segundo pesquisas recentes, é possível associar a perda de audição à depressão e à depreciação cognitiva, bem como a uma diminuição da qualidade de vida. As dificuldades na comunicação e, consequentemente, nas interações sociais e familiares, têm um potencial negativo na vida dos doentes, levando muitas vezes a um isolamento que em nada beneficia o indivíduo ou mesmo as perspetivas de adesão a uma estratégia de tratamento uma vez que na maioria dos casos, é alguém próximo, em estreita convivência, que mais facilmente identifica a necessidade do doente auditivo em recorrer a ajuda médica especializada.

Para além do aspeto emocional e social, a perda auditiva apresenta também um prejuízo real e mensurável no quotidiano dos indivíduos que sofrem desta condição. Tarefas ou vantagens que muitas vezes tomamos por garantidas, tornam-se difíceis, se não mesmo impossíveis. Um telefone que toca sem ser atendido, um carro que se aproxima sem que a pessoa esteja alerta para esse mesmo facto, são situações que podem acarretar perigo real na vida de quem não ouve de forma saudável. Também no campo profissional a perda auditiva ouuma audição que não se apresente nas melhores condições é frequentemente – e desnecessariamente – penosa.

Trabalhar com a perda auditiva

Na idade adulta, a perda auditiva afeta decisivamente a atividade profissional. Em muitos casos, a pessoa que padece deste problema sente-se insegura e sente que poderá não corresponder às expectativas da sua vida profissional, o que muitas vezes acaba por afetar o desempenho normal e boicotar a normal progressão na carreira. Ainda existe uma estigmatização face aos problemas auditivos, quer esta parta dos colegas ou do próprio indivíduo que sofre de perda auditiva e que de alguma forma se sente inferior aos seus pares. Em certos casos, nos casos em que os problemas auditivos se revelam sob a incapacidade de lidar com certos ruídos ou com a especial sensibilidade a frequências específicas, isso pode mesmo levar à incapacidade de cumprir com os requisitos do trabalho. É frequente que bons trabalhadores se vejam incapazes de desempenhar o seu trabalho em condições ideias, fruto dos seus problemas auditivos, o que acarreta prejuízo não só para os doentes, mas também para a sociedade no seu todo.

O peso que se carrega

Sofrer de perda auditiva tem também um impacto na saúde física dos indivíduos, muitas vezes forçados a despender o dobro da energia para apenas acompanhar uma conversa, não perder uma linha de raciocínio, ou simplesmente porque o ambiente que as rodeia se apresenta muitas vezes agressivo do ponto de vista auditivo. No final do dia, sentir a cabeça mais cansada ou ter problemas com a qualidade do sono, tem danos cumulativos na saúde dos doentes auditivos, que não podem ser ignorados e prolongados. É um ciclo vicioso, em que a doença auditiva dá lugar a sintomas físicos mais pronunciados e frequentemente, degenera para problemas relacionados com depressão ou ansiedade.
A perda auditiva é um problema que afeta cerca de 50% das pessoas com mais de 60 anos, uma idade em que muitos indivíduos ainda estão inseridos no meio profissional e se encontram assim sujeitos a uma degradação do seu potencial graças aos problemas de audição. Não existe nenhuma razão pela qual estes indivíduos, ou pessoas das mais variadas faixas etárias, não possam desempenhar as suas tarefas e representar um importante contributo para o desenvolvimento da sociedade em que se inserem, fruto de complicações com a saúde da sua audição.

Como prevalecer sobre a doença

O diagnóstico precoce da perda auditiva aumenta a possibilidade de sucesso no tratamento. A visita a um profissional de saúde especializado é geralmente o primeiro passo na avaliação e no tratamento da perda auditiva.
Estudos comprovam que o uso do aparelho auditivo está associado a melhorias na vida social e profissional, no relacionamento com as pessoas, com impactos positivos na saúde física e mental. Estes mesmos estudos demonstram que os casos de depressão baixam significativamente entre os utilizadores de instrumentos de reabilitação auditiva, sendo também notória a melhoria na qualidade do sono, na força anímica disponível no final do dia e também na autoestima e no sentimento de segurança. E se o medo de sofrer algum estigma pelo uso destes aparelhos ainda é um travão na hora de recorrer a ajuda, este medo é claramente infundado. Com a tecnologia disponível e também uma consciência mais ampla desta problemática junto da sociedade, os estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos da América comprovam cada vez mais que os utilizadores de aparelhos auditivos são vistos como pessoas plenamente funcionais e valorizados pela sua capacidade profissional e social.

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