A Minisom subscreveu, as orientações da APORMED para o setor dos dispositivos médicos auditivos, reforçando deste modo o seu compromisso com a ética, a transparência e a qualidade dos cuidados prestados às pessoas com perda auditiva.
O referido protocolo formaliza uma iniciativa de autorregulação que pretende promover boas práticas na relação entre as empresas do setor auditivo e as pessoas que necessitam de reabilitação auditiva.
Para a Minisom, esta iniciativa representa mais um passo decisivo na valorização de cuidados responsáveis, assentes na confiança, no rigor profissional e no direito de cada pessoa ter à sua disposição as informações que lhe permitam tomar decisões informadas sobre a sua saúde.
A APORMED (Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos), criada em 1990, representa, hoje, empresas que desenvolvem, fabricam e distribuem dispositivos médicos em Portugal.
A associação promove a inovação tecnológica, a ética e as boas práticas no setor auditivo, contribuindo continuamente para a melhoria dos cuidados de saúde e para a defesa dos interesses das pessoas que utilizam estes dispositivos, como os aparelhos auditivos, frequentemente mais vulneráveis enquanto consumidores.
No âmbito da saúde auditiva, a APORMED estabeleceu diretrizes que procuram garantir que a relação entre as empresas e as pessoas com perda auditiva se desenvolve de forma responsável, transparente e rigorosa, salvaguardando, assim, os clientes ao longo dos diferentes estágios enquanto consumidores. Estas orientações aplicam-se portanto às empresas associadas e complementam a legislação nacional e europeia em vigor.
Como referido anteriormente, a assinatura do protocolo representa um compromisso coletivo com a adoção de práticas que colocam as pessoas no centro dos cuidados auditivos.
A iniciativa rege-se por princípios fundamentais, como a responsabilidade, a integridade, a honestidade, a transparência e o rigor, promovendo uma relação de confiança entre os profissionais, as empresas e as pessoas que necessitam de reabilitação auditiva.
Entre os seus principais objetivos destacam-se:
Estes princípios são particularmente relevantes num setor em que as decisões devem ter em conta as necessidades auditivas, as expectativas e as circunstâncias individuais de cada pessoa.
A Minisom reforça, assim, o seu compromisso com uma abordagem que vai além da tecnologia e que privilegia o acompanhamento personalizado e a qualidade dos cuidados prestados.
Um dos pilares fundamentais do protocolo, como vimos, é a transparência e a clareza na informação transmitida. Este pilar ganha especial relevância quando se torna crucial saber diferenciar que nem todos os dispositivos são considerados dispositivos médicos ou têm, sequer, a real finalidade de melhorar a audição e qualidade de vida dos seus utilizadores.
Embora, à primeira vista, aparelhos auditivos e amplificadores possam parecer um mesmo dispositivo, só os aparelhos auditivos são considerados dispositivos médicos eficazes na reabilitação auditiva, com tecnologia personalizada às necessidades exatas do utilizador.
A sua utilização deve integrar um processo de reabilitação auditiva, que inclui a avaliação das reais necessidades auditivas, diferentes em cada pessoa, e a contínua adaptação realizada por profissionais de saúde verdadeiramente certificados, com cédula profissional ativa e devidamente registada emitida pela ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde).
Os aparelhos auditivos são dispositivos médicos que processam o som, ajudando pessoas com perda auditiva a ouvir com maior clareza. Um aparelho auditivo moderno não se limita a “aumentar o volume”: adapta-se aos diferentes ambientes, melhora a compreensão da fala e reduz o esforço auditivo.
Hoje, existem aparelhos auditivos inteligentes, com tecnologia avançada e até Inteligência Artificial, capazes de ajustar automaticamente o som ao estilo de vida de cada utilizador.
Os amplificadores, ao contrário dos aparelhos auditivos, são equipamentos que amplificam o som ambiente sem critério, carecendo da eficácia, da personalização e da tecnologia avançada oferecidos pelos aparelhos auditivos.
Os amplificadores não são, assim, considerados dispositivos médicos nem se destinam a compensar uma perda auditiva.
Por esse motivo, um amplificador nunca poderá ser considerado um substituto de um aparelho auditivo. A distinção é essencial para evitar escolhas inadequadas e frustrações futuras, e garantir que as pessoas com perda auditiva recebem os cuidados de saúde de que necessitam.
A perda auditiva pode manifestar-se de diferentes formas, em diferentes faixas etárias e afetar atividades tão simples como acompanhar uma conversa, falar ao telefone ou compreender o que é dito num ambiente ruidoso.
Por isso, identificar as dificuldades auditivas e procurar acompanhamento especializado é fundamental para encontrar uma solução adequada com confiança e segurança.
O diagnóstico e a reabilitação auditiva são cuidados de saúde que devem ser prestados por profissionais devidamente habilitados e credenciados. Aos audiologistas, compete sobretudo:
Na Minisom, os audiologistas desempenham um papel essencial neste processo, desde a avaliação auditiva até à adaptação personalizada dos aparelhos auditivos, incluindo o acompanhamento permanente e os ajustes periódicos ao longo do tempo de utilização destes dispositivos.
A vinculação da Minisom nesta iniciativa da APORMED está integralmente alinhada com a missão de proporcionar cuidados auditivos de qualidade, combinando conhecimento profissional, inovação tecnológica e proximidade com quem nos procura.
Mais do que disponibilizar aparelhos auditivos, acreditamos na importância de acompanhar cada pessoa ao longo do seu percurso de reabilitação, respeitando as suas necessidades, expectativas e decisões.
Cuidar da saúde auditiva vai além da escolha da solução auditiva mais adequada. Trata-se igualmente de promover a autonomia, a confiança e a possibilidade de continuar a desfrutar dos momentos que realmente importam.