Lidar com um familiar que está a perder audição, mas não o reconhece, é um desafio comum. Muitos pessoas não admitem a perda auditiva, sentem vergonha de usar aparelhos auditivos ou acreditam que "é normal com a idade".
Este guia explica como abordar o tema sem conflitos, como apoiar a pessoa e como dar o primeiro passo para uma avaliação auditiva segura e gratuita.
A perda auditiva progressiva raramente é percebida pela própria pessoa. Por isso, o papel da família é essencial.
Quando a perda auditiva aparece de forma lenta, a pessoa adapta-se e não percebe que a está a perder.
Por isso, o primeiro passo é iniciar uma conversa clara e tranquila:
É mais eficaz referir situações reais do quotidiano do que fazer comentários diretos sobre “não ouvir”.
Frases como “Reparaste que tens pedido para repetir com mais frequência?” ou “Notei que ficas mais cansado nas conversas, talvez seja só uma questão de audição e possamos confirmar” são abordagens suaves que ajudam a pessoa a reconhecer o problema.
Outro exemplo útil é mencionar comportamentos observáveis, como o aumento constante do volume da televisão.
O que deve ser evitado são afirmações bruscas ou interpretadas como críticas, que normalmente criam resistência. Comentários como “Não ouves nada” ou “Estás a ficar surdo” tendem a afastar o familiar em vez de o aproximar de uma solução.
As pessoas reagem melhor quando compreendem como a perda auditiva afeta a sua rotina e o seu bem-estar, e não quando se sentem apontadas ou responsabilizadas.
Explicar de forma empática que a dificuldade em ouvir pode tornar conversas familiares mais cansativas, levar ao isolamento social, aumentar o esforço mental para acompanhar diálogos e até representar riscos no quotidiano, como não ouvir alarmes ou avisos na rua, costuma abrir espaço para uma reflexão mais séria.
Uma das maiores barreiras para aceitar ajuda ao nível auditivo é a ideia ultrapassada de que os aparelhos auditivos são grandes, pouco estéticos e desconfortáveis. É importante clarificar que a realidade mudou significativamente.
Os aparelhos atuais são pequenos e discretos, muitos praticamente invisíveis, ajustam-se automaticamente ao ambiente sonoro, oferecem uma qualidade de som muito superior e podem ligar diretamente por Bluetooth ao telemóvel, televisão ou outros dispositivos.
Além disso, uma audição eficaz está associada a benefícios cognitivos, como melhoria da memória, da atenção e do equilíbrio.
Para algumas pessoas, os primeiros passos com aparelhos auditivos nem sempre são fáceis e é necessário um período inicial de adaptação, até que consigam beneficiar em pleno de todas as suas vantagens no dia a dia. É importante acompanhar e validar o que a pessoa sente:
Ex.: “Percebo que possa parecer estranho no início, é normal.”
Focar na independência, não no aparelho:
Fazer o processo por etapas:
"Os hobbies que tenho e gosto são a dança e o voluntariado, que faço num hospital. Os aparelhos auditivos mudaram a minha vida para melhor porque passei a ouvir e a perceber tudo muito bem."
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"A minha vida mudou bastante. Por exemplo, se estivesse às refeições, quer com família, quer com amigos, não conseguia compreender muitas das conversas. O que já não acontece, pois hoje oiço muito bem. Como se costuma dizer, oiço tudo e mais alguma coisa."
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“Cheguei a um ponto em que sempre que necessitava de sair de casa para tratar de algum assunto, levava alguém comigo para conseguir perceber o que me queriam dizer, pois pedia constantemente que me repetissem a conversa”.
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